A metade indecisa
é a parte que vai,
a outra que fica
é a parte que cai.
O meio do caminho
de um destino fugaz.
A certeza vazia
da metade detrás,
do passado distante
que não importa mais.
sábado, 26 de outubro de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
A Cidade
Você não tem saída:
ou você está dentro,
ou acha que esta fora.
Não há saída:
ou finge que não é, sendo,
ou aceita e seja aceito.
Sem saída:
seja da cidade,
ou seja a cidade.
Não fique sem saída:
seja de lugar nenhum,
ou seja de todos os lugares.
Procure uma saída,
você está na mesma cidade,
mas você não é daqui.
Seja a saída,
coexista,
seja você, seja feliz.
ou você está dentro,
ou acha que esta fora.
Não há saída:
ou finge que não é, sendo,
ou aceita e seja aceito.
Sem saída:
seja da cidade,
ou seja a cidade.
Não fique sem saída:
seja de lugar nenhum,
ou seja de todos os lugares.
Procure uma saída,
você está na mesma cidade,
mas você não é daqui.
Seja a saída,
coexista,
seja você, seja feliz.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Cerveja Gelada ou A Última Poesia
Dias frios, dias iguais,
você está gelado,
exasperado,
você respira com dificuldade,
hoje é daqueles dias de colocar a blusa porque está frio
e logo depois tirá-la, por que sente calor,
esse ciclo se repete.
Você se apega a sentimentos já vividos,
quer sair do lugar
mas não consegue,
não tem nada de novo,
não sente nada de novo,
relê uma carta antiga,
tenta rememorar um amor de outrora,
procura uma dor, não a encontra,
crava uma faca no seu peito, nada sente,
você está frio.
Bebe uma cerveja gelada,
ela desce quadrada,
gelada ela te faz forte,
te faz frio;
bebeu tanta cerveja
que ficou a mesma temperatura:
gelado;
o mesmo clima:
sem clima algum.
Mais um dia,
mais uma mesa de bar,
mais um copo de cerveja;
você se tornou gelado por viver nessa cidade,
a cidade se movimenta,
não pra frente
mas em círculos,
assim como você.
Talvez essas sejam as últimas letras,
talvez seja o que resta,
talvez a poesia acabe e você perca a fé
e fique no alto de um Santa Fé:
você terá tudo, mas não será nada,
vai olhar para trás e achar imaturidade essa inscontância
e tentará se esquecer em mais um copo de cerveja gelada.
você está gelado,
exasperado,
você respira com dificuldade,
hoje é daqueles dias de colocar a blusa porque está frio
e logo depois tirá-la, por que sente calor,
esse ciclo se repete.
Você se apega a sentimentos já vividos,
quer sair do lugar
mas não consegue,
não tem nada de novo,
não sente nada de novo,
relê uma carta antiga,
tenta rememorar um amor de outrora,
procura uma dor, não a encontra,
crava uma faca no seu peito, nada sente,
você está frio.
Bebe uma cerveja gelada,
ela desce quadrada,
gelada ela te faz forte,
te faz frio;
bebeu tanta cerveja
que ficou a mesma temperatura:
gelado;
o mesmo clima:
sem clima algum.
Mais um dia,
mais uma mesa de bar,
mais um copo de cerveja;
você se tornou gelado por viver nessa cidade,
a cidade se movimenta,
não pra frente
mas em círculos,
assim como você.
Talvez essas sejam as últimas letras,
talvez seja o que resta,
talvez a poesia acabe e você perca a fé
e fique no alto de um Santa Fé:
você terá tudo, mas não será nada,
vai olhar para trás e achar imaturidade essa inscontância
e tentará se esquecer em mais um copo de cerveja gelada.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Além da Conversa de Botas Batidas
Se tudo finda que controlemos nosso destino, que os segundos que ficamos juntos se tornem séculos em nossos corações. Que eternizemos nossos momentos, não importa o quanto durem e amemos até o nosso fim. Que soframos, mas por ora viveremos, e depois, que tudo isso se torne poesia e quem sabe, essas linhas se tornem vida em outros corações de novos apaixonados, para ficarmos para sempre por aí. Sabemos que o fim esta por chegar, mas não vivamos o fim, vivamos nossos corpos nus: pele, suor, prazer e amor. Sem fugas, sem expectativas e sem máscaras viveremos. Que saibamos e controlemos nosso trágico e fatídico fim: estará tudo em nossas mãos.
Escute: Los Hermanos - Conversa de Botas Batidas
Escute: Los Hermanos - Conversa de Botas Batidas
terça-feira, 2 de julho de 2013
Mudo
Mude,
mude o que te muda,
que te deixa mudo.
Mude,
mude tudo,
mas seja você mesmo.
Mude,
procure-se e
seja o que você sempre quis ser.
mude o que te muda,
que te deixa mudo.
Mude,
mude tudo,
mas seja você mesmo.
Mude,
procure-se e
seja o que você sempre quis ser.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Aponta Pra Fé e Rema
Tem dias que você acorda, abre os olhos e diz pra você mesmo: "hoje vou mudar tudo isso”. E você vai como todo dia se levantar, tomar seu banho matinal, tomar seu café de manhã... e vai para mais um dia. Você enfrenta o mesmo trânsito, respira o mesmo ar, mas o seu coração bate diferente e diz pra você mesmo: "vá em frente, hoje é um grande dia". O seu ombro pesa e você não tem mais escolha, enfrenta tudo não por coragem, mas por desespero... não aguenta mais ver o mundo na mesma perspectiva. E o dia segue, você respira fundo e com o coração palpitando você vai lá desenhar um novo futuro... com um gesto simples você muda, dá aquele passo esperado, solta aquele grito contido... e depois desse dia nada mais será como antes.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Disparatado
Ninguém sabe o que sei agora,
ninguém sente o que sinto agora.
Agora é a minha hora,
com o coração acelerado, disparo
e disparatado eu vou,
sem pensar em voltar.
Os meus olhos marejados
querem só olhar para frente.
Deixo o passado e
vou escrever o amanhã...
e que ele seja novo e
de novo eu titubeio...
e aqui fico
e novamente parado desprego essas letras
apenas tirando-me o peso que aqui existe.
Guardo essa folha de papel
num fundo de uma gaveta e sigo,
só olho pra frente
e caminho livre,
leve,
pois o peso ficou aqui
nessas palavras dissonantes e sem sentido.
ninguém sente o que sinto agora.
Agora é a minha hora,
com o coração acelerado, disparo
e disparatado eu vou,
sem pensar em voltar.
Os meus olhos marejados
querem só olhar para frente.
Deixo o passado e
vou escrever o amanhã...
e que ele seja novo e
de novo eu titubeio...
e aqui fico
e novamente parado desprego essas letras
apenas tirando-me o peso que aqui existe.
Guardo essa folha de papel
num fundo de uma gaveta e sigo,
só olho pra frente
e caminho livre,
leve,
pois o peso ficou aqui
nessas palavras dissonantes e sem sentido.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Metrô nº2
As portas do metrô se abrem, algumas pessoas saem, outras entram, as portas se fecham.
Um entreolhar entre as pessoas que estão lado a lado, nada acontece, todos estão a sós. Olhares conhecidos de desconhecidos, muitos iguais, nada de novo.
O trem sacode, as pessoas se empurram. É um entra e sai, apenas se deixando levar, elas não se diferenciam.
Sorrisos amarelos e rasos, certezas vazias e tristezas completas.
Esquecimentos efêmeros: tudo é passageiro para passageiros por aí.
Aqui não há cor, classe social, sexo, orientação sexual, idade ou escolhas da vida: todos respiram o mesmo ar, pisam no mesmo chão.
Felizes, tristes, vazios ou completos, são todos massa.
Passantes correndo e olhando superficialmente para exposição de obras de arte na estação.
Todos passam, todos caminham. Todos, todos são massa.
Aqui impera a superficialidade...
São apenas pessoas que andam por aí querendo esquecer coisas.
Um entreolhar entre as pessoas que estão lado a lado, nada acontece, todos estão a sós. Olhares conhecidos de desconhecidos, muitos iguais, nada de novo.
O trem sacode, as pessoas se empurram. É um entra e sai, apenas se deixando levar, elas não se diferenciam.
Sorrisos amarelos e rasos, certezas vazias e tristezas completas.
Esquecimentos efêmeros: tudo é passageiro para passageiros por aí.
Aqui não há cor, classe social, sexo, orientação sexual, idade ou escolhas da vida: todos respiram o mesmo ar, pisam no mesmo chão.
Felizes, tristes, vazios ou completos, são todos massa.
Passantes correndo e olhando superficialmente para exposição de obras de arte na estação.
Todos passam, todos caminham. Todos, todos são massa.
Aqui impera a superficialidade...
São apenas pessoas que andam por aí querendo esquecer coisas.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
A cidade dorme...
A cidade dorme... ou não, apenas se silencia. Alguns bares ainda estão abertos, as casas noturnas agitadas, pessoas vazias estão cheias de álcool e suor, ou somente suor e pele. A cidade ainda está viva, pulsando mais calmamente. Calma que não existe nos garçons dos bares abertos e nos meninos com cola, crack ou outro passatempo.
Ainda existe um som nessa cidade sonolenta, mas esse som não diz nada... como não servirá para nada a hora extra que os trabalhadores na ativa receberão e que será gasto no bar mais próximo, no brinquedo mais caro para o filho ou irá virar pó. Alguns trabalhadores têm a noite como dia por falta de opção, boêmios por diversão, cada qual na sua condição... todos com suas fugas.
Entre os bares, quartos e escritórios a cidade pulsa. Tudo se mistura: escritórios e relatórios, boêmia e poesia, copo americano e enganos. As pessoas da cidade se agarram no que acreditam ser a sua maior valia, mas é bem provável que estejam apenas fugindo, fazendo de tudo para parar de pensar em questões sofríveis.
Mesma sonolenta a cidade pulsa, a cidade tem vida. A boêmia é o coração desse corpo combalido.
E a cidade ainda pulsa: talvez dormindo, talvez sonolenta, talvez mais lenta, talvez mais calma, talvez apenas perdida.
Ainda existe um som nessa cidade sonolenta, mas esse som não diz nada... como não servirá para nada a hora extra que os trabalhadores na ativa receberão e que será gasto no bar mais próximo, no brinquedo mais caro para o filho ou irá virar pó. Alguns trabalhadores têm a noite como dia por falta de opção, boêmios por diversão, cada qual na sua condição... todos com suas fugas.
Entre os bares, quartos e escritórios a cidade pulsa. Tudo se mistura: escritórios e relatórios, boêmia e poesia, copo americano e enganos. As pessoas da cidade se agarram no que acreditam ser a sua maior valia, mas é bem provável que estejam apenas fugindo, fazendo de tudo para parar de pensar em questões sofríveis.
Mesma sonolenta a cidade pulsa, a cidade tem vida. A boêmia é o coração desse corpo combalido.
E a cidade ainda pulsa: talvez dormindo, talvez sonolenta, talvez mais lenta, talvez mais calma, talvez apenas perdida.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
A Estrada
Numa dessas divagações rotineiras me vejo no meio da noite, como num sonho mal construído, as cenas transcorrem e se misturam, não seguem uma ordem cronológica.
Eu me vejo num bar, os copos cheios de cerveja, as pessoas falando alto e sorrindo. Ao fundo o som das vozes que dizem amenidades se misturam com o barulho dos passantes.
Depois eu me transporto para o volante, onde estou repassando mais um dia longo, vejo as luzes dos faróis verdes e abertos: o caminho está livre.
Ao volante me pego pensando nas pessoas que estavam no bar, as dores que foram esquecidas ou apenas maquiadas - foram deixadas na mesa do bar.
De tanto pensar me vejo em outro dimensão, me perco no labirinto que criei aqui dentro. A solidão me gerou um vício pela solitude. O medo do só foi vencido, mas me trouxe outro medo: de não saber ser diferente de só. Me vejo cada vez mais aqui dentro, que esqueço de olhar para o mundo ou finjo que esqueço - ele se tornou demodê. O mundo que eu criei se tornou maior que o mundo real... e aqui fico, e aqui descubro.
E como no final desse sonho, me vejo andando só, numa estrada no meio do deserto, feliz pela vento que sopra na minha cara, com a sensação de liberdade gerada e com o caminho novo que estou percorrendo a cada passo.
Eu me vejo num bar, os copos cheios de cerveja, as pessoas falando alto e sorrindo. Ao fundo o som das vozes que dizem amenidades se misturam com o barulho dos passantes.
Depois eu me transporto para o volante, onde estou repassando mais um dia longo, vejo as luzes dos faróis verdes e abertos: o caminho está livre.
Ao volante me pego pensando nas pessoas que estavam no bar, as dores que foram esquecidas ou apenas maquiadas - foram deixadas na mesa do bar.
De tanto pensar me vejo em outro dimensão, me perco no labirinto que criei aqui dentro. A solidão me gerou um vício pela solitude. O medo do só foi vencido, mas me trouxe outro medo: de não saber ser diferente de só. Me vejo cada vez mais aqui dentro, que esqueço de olhar para o mundo ou finjo que esqueço - ele se tornou demodê. O mundo que eu criei se tornou maior que o mundo real... e aqui fico, e aqui descubro.
E como no final desse sonho, me vejo andando só, numa estrada no meio do deserto, feliz pela vento que sopra na minha cara, com a sensação de liberdade gerada e com o caminho novo que estou percorrendo a cada passo.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Mundo Pequeno
A busca não termina
porque o mundo é pequeno,
o mundo finda
e seu coração que não tem tamanho
extrapola.
É seu coração que não cabe em ti,
é você que não cabe no mundo.
O mundo não é tão grande assim,
é seu coração que delira.
porque o mundo é pequeno,
o mundo finda
e seu coração que não tem tamanho
extrapola.
É seu coração que não cabe em ti,
é você que não cabe no mundo.
O mundo não é tão grande assim,
é seu coração que delira.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
O Brinde
Preenchendo a alma vazia com mais vazio;
vivendo sob coisas rasas:
cheio de tudo, cheio de nada.
Gastando seu tempo com o que é gasto;
deixando se levar para o nada;
cada vez mais superficial.
Com um aperto no peito você faz um brinde ao efêmero,
dá adeus a sua liberdade
e se vê cada vez mais distante da sua essência.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Escrevem-se Cartas de Amor
Sinto que estou sendo olhado
E isso me traz a sensação de que sou um alvo
de uma flecha que irá me partir ao meio.
A sensação é que cada um que lê essas linhas tortas
Tentam, sem pudor, me encontrar nesses versos,
Mas aqui nada tem,
Nada é,
Pode olhar,
Pode avaliar.
Se eu não me encontro,
Se não me desvendo,
Não será possível que você consiga...
E se conseguir não serei eu que você verá.
Aqui mistura-se realidade e ficção,
Não sou eu que estou sendo olhado,
Nem sei o que é.
Irão ver um lado de mim que é pura utopia
E esquecerão do meu lado insípido.
Estou aí...
Posso ser parte disso:
Cada personagem,
Cada eu-lírico,
Mas não sou dor.
O rancor e a dor guardo em poesia,
O amor por vezes também.
As vezes me falta sentimento,
As vezes é só o que resta.
Por vezes procuro o que é o vazio,
Quando o vazio predomina
Procuro outros sentimentos,
Pego emprestado sensações,
Histórias e amores.
Tento desvencilhar as cabeças alheias
Para que algo aqui dentro viva e ame.
Me empresto de um sentimento e
Escrevo uma carta de amor contando outros histórias,
Mas não as minhas.
Como uma sanguessuga me apossarei do que é seu,
Me perderei entre o que é real e o que é invenção,
Mas não estarei vazio.
E isso me traz a sensação de que sou um alvo
de uma flecha que irá me partir ao meio.
A sensação é que cada um que lê essas linhas tortas
Tentam, sem pudor, me encontrar nesses versos,
Mas aqui nada tem,
Nada é,
Pode olhar,
Pode avaliar.
Se eu não me encontro,
Se não me desvendo,
Não será possível que você consiga...
E se conseguir não serei eu que você verá.
Aqui mistura-se realidade e ficção,
Não sou eu que estou sendo olhado,
Nem sei o que é.
Irão ver um lado de mim que é pura utopia
E esquecerão do meu lado insípido.
Estou aí...
Posso ser parte disso:
Cada personagem,
Cada eu-lírico,
Mas não sou dor.
O rancor e a dor guardo em poesia,
O amor por vezes também.
As vezes me falta sentimento,
As vezes é só o que resta.
Por vezes procuro o que é o vazio,
Quando o vazio predomina
Procuro outros sentimentos,
Pego emprestado sensações,
Histórias e amores.
Tento desvencilhar as cabeças alheias
Para que algo aqui dentro viva e ame.
Me empresto de um sentimento e
Escrevo uma carta de amor contando outros histórias,
Mas não as minhas.
Como uma sanguessuga me apossarei do que é seu,
Me perderei entre o que é real e o que é invenção,
Mas não estarei vazio.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Nunca Mais
Em meio a calmaria,
Cabeça fresca,
Coisas no lugar...
Você aparece
E inverte tudo,
Embaralhando minhas ideias.
Você me tirou a solitude,
E que fique
Me tirando o sono
E me trazendo inquietude,
Me fazendo ir mais além.
Que seja assim,
Que a gente nunca mais se veja
E que esse nunca mais dure até amanhã.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Desapego
Saio não por desapego,
É por apego demais.
Não por não querer,
É por querer demais
E não querer te sufocar,
Para te deixar viver
E te manter aqui,
Pois sei se mostrar por completo
Você não irá suportar tanto você aqui.
domingo, 10 de março de 2013
27 Anos: Parabéns Pra Você
Parabéns pra você!
Agora você já se perde no meio da multidão.
Mais um, rapaz... você agora é mais um.
Não se sente mais diferente,
Se perde no meio de toda essa gente.
Outrora imaturo,
Hoje amadureceu...
Ficou igual as outras laranjas:
Pronta para ser vendida
Ou pronta para ser tornar mais uma laranja podre.
Já discute sobre finanças e futilidades,
Não se fala mais sobre filosofia ou sobre a dor do mundo;
Esquece do mundo e pensa em enriquecer.
Não escuta mais a música que toca;
Pensamento longe, de pensar em nada.
27 anos e nada de especial.
Não é do clube dos 27;
Não se tornou um Jimi, Janis, Jim, Kurt ou Amy.
Medíocre...
Vivo, mas medíocre.
Parabéns pra você!
Agora você já se perde no meio da multidão.
Mais um, rapaz... você agora é mais um.
Não se sente mais diferente,
Se perde no meio de toda essa gente.
Outrora imaturo,
Hoje amadureceu...
Ficou igual as outras laranjas:
Pronta para ser vendida
Ou pronta para ser tornar mais uma laranja podre.
Já discute sobre finanças e futilidades,
Não se fala mais sobre filosofia ou sobre a dor do mundo;
Esquece do mundo e pensa em enriquecer.
Não escuta mais a música que toca;
Pensamento longe, de pensar em nada.
27 anos e nada de especial.
Não é do clube dos 27;
Não se tornou um Jimi, Janis, Jim, Kurt ou Amy.
Medíocre...
Vivo, mas medíocre.
Parabéns pra você!
Apenas Reticências...
Já faz muito tempo que você esteve aqui.
Você se foi,
Eu te deixei ir, eu sei.
Passaram dias, semanas e meses,
Você não estava mais aqui
Era apenas uma mensagem guardada no celular
Uma lembrança boa, eu rememorava tudo isso,
Mas isso nada mais era.
Em meios as inconstâncias da alma
Você aparecia
E eu fugia, sem conseguir entender esse você entre os porquês.
Talvez você seja a peça que faltava, mas isso não é um quebra-cabeça,
É apenas uma pintura incompleta,
Sempre incompleta.
Entre nós nunca ouve um ponto final,
Apenas reticências...
Eu entre lágrimas sentava na soleira do meu quarto num domingo a tarde.
Era tudo vazio, no rádio tocava nossa música,
Eu via as fotos que nunca foram rasgadas
E você foi se tornando cada vez mais presente
E eu passando a sentir você cada vez mais
Como um paciente em estado terminal
Que com um último suspiro pode ressuscitar
Ou pode extinguir-se, mas como saber?
Podemos continuar sendo eu aqui e você ai,
Mas aqui dentro algo me diz que podemos ser um nós.
Vem cá, vamos desvencilhar esse nó.
Fica comigo, não sei até quando, nem o porquê,
Mas venha, traga novamente as minhas esperanças.
Vamos colorir e colocar alma nisso tudo.
Venha, fique enquanto nos suportarmos,
Para agora ou para sempre.
Você se foi,
Eu te deixei ir, eu sei.
Passaram dias, semanas e meses,
Você não estava mais aqui
Era apenas uma mensagem guardada no celular
Uma lembrança boa, eu rememorava tudo isso,
Mas isso nada mais era.
Em meios as inconstâncias da alma
Você aparecia
E eu fugia, sem conseguir entender esse você entre os porquês.
Talvez você seja a peça que faltava, mas isso não é um quebra-cabeça,
É apenas uma pintura incompleta,
Sempre incompleta.
Entre nós nunca ouve um ponto final,
Apenas reticências...
Eu entre lágrimas sentava na soleira do meu quarto num domingo a tarde.
Era tudo vazio, no rádio tocava nossa música,
Eu via as fotos que nunca foram rasgadas
E você foi se tornando cada vez mais presente
E eu passando a sentir você cada vez mais
Como um paciente em estado terminal
Que com um último suspiro pode ressuscitar
Ou pode extinguir-se, mas como saber?
Podemos continuar sendo eu aqui e você ai,
Mas aqui dentro algo me diz que podemos ser um nós.
Vem cá, vamos desvencilhar esse nó.
Fica comigo, não sei até quando, nem o porquê,
Mas venha, traga novamente as minhas esperanças.
Vamos colorir e colocar alma nisso tudo.
Venha, fique enquanto nos suportarmos,
Para agora ou para sempre.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Insônia
Poderia não dormir se assim quisesse
Não precisaria de cafeína para isso
Bastaria começar a pensar sobre a vida
Escreveria um poema chamado Insônia
Todo poeta existencialista precisa de uma poesia com esse título
Mas nem poeta eu sou
Eu só escrevo o que vem do coração
Só está aqui o que sai da alma
Não sei isso é literatura
Nem ao menos se estou certo gramaticalmente
Não sei se isso é alguma coisa
Não penso
Não sobre isso
Penso sobre todo o resto.
Não precisaria de cafeína para isso
Bastaria começar a pensar sobre a vida
Escreveria um poema chamado Insônia
Todo poeta existencialista precisa de uma poesia com esse título
Mas nem poeta eu sou
Eu só escrevo o que vem do coração
Só está aqui o que sai da alma
Não sei isso é literatura
Nem ao menos se estou certo gramaticalmente
Não sei se isso é alguma coisa
Não penso
Não sobre isso
Penso sobre todo o resto.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Muito Perto
Cada segundo parece uma hora;
O pensar me paralisa;
A distância de você é relativa,
Está a um toque do celular.
Eu poderia te ligar
Ou poderia não pensar em você.
Há um sentimento que não sei qual é,
Mas sei que ele me paralisa;
Paralisa o meu dia,
Não produzo;
Paralisa a noite,
Não durmo.
Longe, você está longe;
Perto, você pode estar perto se assim quiser;
Mas quero essa incerteza.
O amor esperado me inebria;
Mas o consumado me limita.
Rememoro o formato do seu rosto;
O seu perfume que não sei mais se é seu;
O sorriso que você tem, ou assim eu imaginava,
Poderia ter sido apenas um sorriso para o garçom,
Não para mim.
Vou guardar essas palavras
Ou posso deixar por ai,
Em algum canto perdido,
Pode ir para o lixo.
Esse desapego me liberta,
E essa libertação gera uma libertinagem literária em mim.
Não tenho mais foco,
Minha concentração esvaiu-se.
Não sei se isso se deve a você ou a uma idealização;
Não existe medo.
Eu que antes queria um sim ou não,
Conservo agora um talvez.
Quero a inconstância de você.
O que sou pra você?
Não sei discernir mais o que é partida ou o que é chegada,
Posso desistir e ponto.
Mas resisto e não entrego,
Resisto e nada faço.
E você continua longe,
Mas guardo aqui a sensação que você pode estar perto,
Muito perto.
O pensar me paralisa;
A distância de você é relativa,
Está a um toque do celular.
Eu poderia te ligar
Ou poderia não pensar em você.
Há um sentimento que não sei qual é,
Mas sei que ele me paralisa;
Paralisa o meu dia,
Não produzo;
Paralisa a noite,
Não durmo.
Longe, você está longe;
Perto, você pode estar perto se assim quiser;
Mas quero essa incerteza.
O amor esperado me inebria;
Mas o consumado me limita.
Rememoro o formato do seu rosto;
O seu perfume que não sei mais se é seu;
O sorriso que você tem, ou assim eu imaginava,
Poderia ter sido apenas um sorriso para o garçom,
Não para mim.
Vou guardar essas palavras
Ou posso deixar por ai,
Em algum canto perdido,
Pode ir para o lixo.
Esse desapego me liberta,
E essa libertação gera uma libertinagem literária em mim.
Não tenho mais foco,
Minha concentração esvaiu-se.
Não sei se isso se deve a você ou a uma idealização;
Não existe medo.
Eu que antes queria um sim ou não,
Conservo agora um talvez.
Quero a inconstância de você.
O que sou pra você?
Não sei discernir mais o que é partida ou o que é chegada,
Posso desistir e ponto.
Mas resisto e não entrego,
Resisto e nada faço.
E você continua longe,
Mas guardo aqui a sensação que você pode estar perto,
Muito perto.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Um Casal Qualquer
Um casal qualquer: ela estudante, nem feia, nem bonita, só comum; ele um jovem trabalhador de gravata. Podiam sofrer com a vida, mas estão felizes e por ora se completam. É só mais um casal daqueles que não retiram da mesa a bandeja do almoço numa praça de alimentação aleatória. Estão felizes em si, e isso basta a eles. Esquecem do mundo exterior e só pensam no seu próprio mundo. Estão felizes demais... outros que cuidem da bandeja.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Perecível
O meu caminho, sou eu que percorro;
Dos meus tombos, sou eu que levanto;
As feridas, elas cicatrizam;
As dores, delas eu cuido;
Os conselhos, não os peço,
Quero cair e levantar,
E vou continuar no meu caminho,
Sozinho.
A cada passo, vejo novas paisagens;
Em muitas eu paro e contemplo, curto;
Algumas eu fiquei tempo demais contemplando
E ela se perdeu, de tanto olhar turva ficou,
Se tornou dêmodê.
Foi gasto tanto tempo,
Que gastou-se.
O que eu tanto admirava?
Passou.
Então eu acelero,
Quero mais, sempre mais...
Cair e levantar porque o caminho segue,
Sem se importar com o que há de vir;
Viver.
Dos meus tombos, sou eu que levanto;
As feridas, elas cicatrizam;
As dores, delas eu cuido;
Os conselhos, não os peço,
Quero cair e levantar,
E vou continuar no meu caminho,
Sozinho.
A cada passo, vejo novas paisagens;
Em muitas eu paro e contemplo, curto;
Algumas eu fiquei tempo demais contemplando
E ela se perdeu, de tanto olhar turva ficou,
Se tornou dêmodê.
Foi gasto tanto tempo,
Que gastou-se.
O que eu tanto admirava?
Passou.
Então eu acelero,
Quero mais, sempre mais...
Cair e levantar porque o caminho segue,
Sem se importar com o que há de vir;
Viver.
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