A metade indecisa
é a parte que vai,
a outra que fica
é a parte que cai.
O meio do caminho
de um destino fugaz.
A certeza vazia
da metade detrás,
do passado distante
que não importa mais.
Quimeras Filosóficas
Loucuras, divagações, quimeras, filosofia e papo à toa…
sábado, 26 de outubro de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
A Cidade
Você não tem saída:
ou você está dentro,
ou acha que esta fora.
Não há saída:
ou finge que não é, sendo,
ou aceita e seja aceito.
Sem saída:
seja da cidade,
ou seja a cidade.
Não fique sem saída:
seja de lugar nenhum,
ou seja de todos os lugares.
Procure uma saída,
você está na mesma cidade,
mas você não é daqui.
Seja a saída,
coexista,
seja você, seja feliz.
ou você está dentro,
ou acha que esta fora.
Não há saída:
ou finge que não é, sendo,
ou aceita e seja aceito.
Sem saída:
seja da cidade,
ou seja a cidade.
Não fique sem saída:
seja de lugar nenhum,
ou seja de todos os lugares.
Procure uma saída,
você está na mesma cidade,
mas você não é daqui.
Seja a saída,
coexista,
seja você, seja feliz.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Cerveja Gelada ou A Última Poesia
Dias frios, dias iguais,
você está gelado,
exasperado,
você respira com dificuldade,
hoje é daqueles dias de colocar a blusa porque está frio
e logo depois tirá-la, por que sente calor,
esse ciclo se repete.
Você se apega a sentimentos já vividos,
quer sair do lugar
mas não consegue,
não tem nada de novo,
não sente nada de novo,
relê uma carta antiga,
tenta rememorar um amor de outrora,
procura uma dor, não a encontra,
crava uma faca no seu peito, nada sente,
você está frio.
Bebe uma cerveja gelada,
ela desce quadrada,
gelada ela te faz forte,
te faz frio;
bebeu tanta cerveja
que ficou a mesma temperatura:
gelado;
o mesmo clima:
sem clima algum.
Mais um dia,
mais uma mesa de bar,
mais um copo de cerveja;
você se tornou gelado por viver nessa cidade,
a cidade se movimenta,
não pra frente
mas em círculos,
assim como você.
Talvez essas sejam as últimas letras,
talvez seja o que resta,
talvez a poesia acabe e você perca a fé
e fique no alto de um Santa Fé:
você terá tudo, mas não será nada,
vai olhar para trás e achar imaturidade essa inscontância
e tentará se esquecer em mais um copo de cerveja gelada.
você está gelado,
exasperado,
você respira com dificuldade,
hoje é daqueles dias de colocar a blusa porque está frio
e logo depois tirá-la, por que sente calor,
esse ciclo se repete.
Você se apega a sentimentos já vividos,
quer sair do lugar
mas não consegue,
não tem nada de novo,
não sente nada de novo,
relê uma carta antiga,
tenta rememorar um amor de outrora,
procura uma dor, não a encontra,
crava uma faca no seu peito, nada sente,
você está frio.
Bebe uma cerveja gelada,
ela desce quadrada,
gelada ela te faz forte,
te faz frio;
bebeu tanta cerveja
que ficou a mesma temperatura:
gelado;
o mesmo clima:
sem clima algum.
Mais um dia,
mais uma mesa de bar,
mais um copo de cerveja;
você se tornou gelado por viver nessa cidade,
a cidade se movimenta,
não pra frente
mas em círculos,
assim como você.
Talvez essas sejam as últimas letras,
talvez seja o que resta,
talvez a poesia acabe e você perca a fé
e fique no alto de um Santa Fé:
você terá tudo, mas não será nada,
vai olhar para trás e achar imaturidade essa inscontância
e tentará se esquecer em mais um copo de cerveja gelada.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Além da Conversa de Botas Batidas
Se tudo finda que controlemos nosso destino, que os segundos que ficamos juntos se tornem séculos em nossos corações. Que eternizemos nossos momentos, não importa o quanto durem e amemos até o nosso fim. Que soframos, mas por ora viveremos, e depois, que tudo isso se torne poesia e quem sabe, essas linhas se tornem vida em outros corações de novos apaixonados, para ficarmos para sempre por aí. Sabemos que o fim esta por chegar, mas não vivamos o fim, vivamos nossos corpos nus: pele, suor, prazer e amor. Sem fugas, sem expectativas e sem máscaras viveremos. Que saibamos e controlemos nosso trágico e fatídico fim: estará tudo em nossas mãos.
Escute: Los Hermanos - Conversa de Botas Batidas
Escute: Los Hermanos - Conversa de Botas Batidas
terça-feira, 2 de julho de 2013
Mudo
Mude,
mude o que te muda,
que te deixa mudo.
Mude,
mude tudo,
mas seja você mesmo.
Mude,
procure-se e
seja o que você sempre quis ser.
mude o que te muda,
que te deixa mudo.
Mude,
mude tudo,
mas seja você mesmo.
Mude,
procure-se e
seja o que você sempre quis ser.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Aponta Pra Fé e Rema
Tem dias que você acorda, abre os olhos e diz pra você mesmo: "hoje vou mudar tudo isso”. E você vai como todo dia se levantar, tomar seu banho matinal, tomar seu café de manhã... e vai para mais um dia. Você enfrenta o mesmo trânsito, respira o mesmo ar, mas o seu coração bate diferente e diz pra você mesmo: "vá em frente, hoje é um grande dia". O seu ombro pesa e você não tem mais escolha, enfrenta tudo não por coragem, mas por desespero... não aguenta mais ver o mundo na mesma perspectiva. E o dia segue, você respira fundo e com o coração palpitando você vai lá desenhar um novo futuro... com um gesto simples você muda, dá aquele passo esperado, solta aquele grito contido... e depois desse dia nada mais será como antes.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Disparatado
Ninguém sabe o que sei agora,
ninguém sente o que sinto agora.
Agora é a minha hora,
com o coração acelerado, disparo
e disparatado eu vou,
sem pensar em voltar.
Os meus olhos marejados
querem só olhar para frente.
Deixo o passado e
vou escrever o amanhã...
e que ele seja novo e
de novo eu titubeio...
e aqui fico
e novamente parado desprego essas letras
apenas tirando-me o peso que aqui existe.
Guardo essa folha de papel
num fundo de uma gaveta e sigo,
só olho pra frente
e caminho livre,
leve,
pois o peso ficou aqui
nessas palavras dissonantes e sem sentido.
ninguém sente o que sinto agora.
Agora é a minha hora,
com o coração acelerado, disparo
e disparatado eu vou,
sem pensar em voltar.
Os meus olhos marejados
querem só olhar para frente.
Deixo o passado e
vou escrever o amanhã...
e que ele seja novo e
de novo eu titubeio...
e aqui fico
e novamente parado desprego essas letras
apenas tirando-me o peso que aqui existe.
Guardo essa folha de papel
num fundo de uma gaveta e sigo,
só olho pra frente
e caminho livre,
leve,
pois o peso ficou aqui
nessas palavras dissonantes e sem sentido.
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