As portas do metrô se abrem, algumas pessoas saem, outras entram, as portas se fecham.
Um entreolhar entre as pessoas que estão lado a lado, nada acontece, todos estão a sós. Olhares conhecidos de desconhecidos, muitos iguais, nada de novo.
O trem sacode, as pessoas se empurram. É um entra e sai, apenas se deixando levar, elas não se diferenciam.
Sorrisos amarelos e rasos, certezas vazias e tristezas completas.
Esquecimentos efêmeros: tudo é passageiro para passageiros por aí.
Aqui não há cor, classe social, sexo, orientação sexual, idade ou escolhas da vida: todos respiram o mesmo ar, pisam no mesmo chão.
Felizes, tristes, vazios ou completos, são todos massa.
Passantes correndo e olhando superficialmente para exposição de obras de arte na estação.
Todos passam, todos caminham. Todos, todos são massa.
Aqui impera a superficialidade...
São apenas pessoas que andam por aí querendo esquecer coisas.
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