O poeta se reinventa
Escreve sem se importar se será lido
Ou se importa demais,
E fica à espreita de uma avaliação
Positiva ou negativa.
O poeta é um grande tímido
Quer ir para o mundo, mas se segura
Se expressa, publica
E depois sente-se nu,
Quer dar um passo atrás e não consegue.
O poeta é um grande inventor
Inventa um coração,
Um grande amor ou uma dor
Cria sua própria realidade
E seus vários personagens.
O poeta tem seu próprio mundo
Se sufoca com o mundo real
Foge da ilusão,
Mas vive numa ilusão maior ainda
É espectador da sua própria existência.
O poeta é um questionador
Quer entender das coisas
Saber o sentido de tudo
Quer se mostrar, sente-se vulnerável
Mas expõe o íntimo do mundo que ele criou.
O poeta é um grande curioso
Quer saber quem é seu leitor
O que sentem quando te leem
Se orgulha de ser diferente
E torce o nariz para o normal.
O poeta vive à flor da pele
E não quer perder isso
Pode sofrer, mas não quer ser vazio
Ama, mas não para preencher a sua vida vazia
Mas para construir algo maior ainda.
O poeta vive mais
Vive com alegria
E com melancolia
Vê alegria nessa melancolia
Quer sempre ir mais além.
O poeta é foda de mais mano...
ResponderExcluirObrigado Beto!
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